15h

16/11

Quadro Bioma Pantanal: Ameaças e Conservação

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Palestrantes
Solange Ikeda

Solange Ikeda

professora doutora na Faculdade de Ciências Agrárias e Biológicas na Universidade do Estado de Mato Grosso

A atividade é parte de um quadros educativo, oferecida pela Marfrig, com 4 episódios sobre o bioma, em que vamos discutir a importância do bioma para a vida, dentro e fora do Pantanal, a importância das águas e da biodiversidade, as ameaças impostas pelas queimadas e os caminhos de desenvolvimento sustentável através da economia local.

O Pantanal, também chamado de “o reino das águas”, é a maior área úmida continental do planeta. O sistema ainda mantém parte considerável da sua cobertura vegetal nativa, garantindo a sobrevivência de espécies que, em outros biomas, já estão em franco processo de extinção.
O Pantanal é um grande mosaico. Com uma cobertura de vegetação não homogênea, encontramos lá as características da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica e do Chaco boliviano. Essa mistura cria as condições ideais para a existência de uma rica biodiversidade, considerada pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade.

O ciclo das águas rege o Pantanal e interconecta as formas de vida na região. O regime anual de cheias e secas fomenta o suporte sistêmico necessário para garantir a cadeia alimentar dos animais pantaneiros, ofertando abundância de recursos e alimentos. Ainda, garante as condições para a sobrevivência das populações ribeirinhas e da economia da região.

O Pantanal se torna, assim, morada de cerca de 4.700 espécies conhecidas, entre animais e plantas. Os registros contam 263 espécies de peixes, 113 de répteis, 41 de anfíbios, 463 de aves, 1.032 de borboletas e 132 espécies de mamíferos, duas delas, endêmicas.
O bioma é de fundamental importância para o equilíbio ecossistêmico, para a economia, para o Brasil e para os países vizinhos alcançados por sua extensão. Com um equilíbrio ecossistêmico muito frágil, porém, os desafios enfrentados pelo Pantanal para sua preservação têm se intensificado nas últimas décadas. Queimadas, que abrem espaço à força para a pecuária extensiva, e a monocultura e a construção de numerosas barragens, colocam em risco a sobrevivência dos animais e comunidades e causam mudanças profundas e irreparáveis.

O Pantanal abriga também atividades econômicas como o turismo, atividades pesqueiras e agropecuárias, que devem coexistir com os ecossistemas pantaneiros, em um regime cooperativo que favoreça a preservação e o desenvolvimento econômico sustentável da região.
Esta série sobre abordará quatro aspectos do bioma Pantanal : o regime hidrológico, a biodiversidade, as ameaças e a economia.
Vamos discutir a importância do bioma para a vida, dentro e fora do Pantanal, a importância das águas e da biodiversidade, as ameaças impostas pelas queimadas e os caminhos de desenvolvimento sustentável através da economia local.

Diversos fatores colocam em risco o equilíbrio ecossistêmico do Pantanal, que garante a sobreviência da fauna, da flora e das populações pantaneiras. Queimadas e desmatamento, motivados pela abertura de pastos para a pecuária extensiva e monoculturas, além da instalação de centrais hidrelétricas – sem estudos robustos de impacto ambiental, efeitos da devastação amazônica e eventos climáticos extremos são alguns destes fatores.

Todos esses fatores causam a destruição do bioma e geram perdas sociais e econômicas.
Este é o segundo episódio do quadro e tem o objetivo de apresentar a importância de se barrar esse processo de deterioração do bioma e as estimativas de perdas em serviços ambientais prestados pelo Pantanal.
Falará, também, quais são as iniciativas de preservação e o papel de cada um dos setores – sociedade civil, população, poder público e empresas na preservação do Pantanal?

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